28 de out de 2013

A chegada de Um Rei


Por Stephen Davey/ tirado do site da BBN
Sem dúvida, uma das coisas que eu mais gosto na época do Natal é a música. Na verdade, as músicas que fazem referência à encarnação de Cristo poderiam ser cantadas durante todo o ano, mas não há nada de errado em deixá-las para uma ocasião especial. Na realidade, o que as torna tão especiais é que apenas as cantamos durante esta época.
 
Não é uma má idéia separar certas coisas para ocasiões especiais. Pense, se você colocasse um candelabro com velas sobre a mesa, todos os dias, o dia em que você sentasse à mesa com luz incandescente, seria um dia especial. Seus filhos diriam: que bom, agora podemos ver o que estamos comendo!
 
Se você tomasse suco todas as noites, durante todo o ano, ficaria mais que feliz no dia em que finalmente pudesse desfrutar  uma xícara de chá ou café.
Meu pai, que foi criado no campo, me contou como foi especial para ele a primeira vez que pôde comprar pão de forma. Isto significava deixar de trabalhar duro, amassar e esperar para comer pão pela manhã. Quem queria pão caseiro? Todos queriam o pão embalado; era especial.
As coisas podem passar a ser especiais, pelo simples fato de ser diferentes.
 
Agora, muitos crentes, bem-intencionados, acham que não devemos celebrar o Natal, dada a origem pagã de nossas celebrações de Natal.
Por exemplo, os romanos decoravam seus templos e altares pagãos com plantas e velas.
Os puritanos trataram de eliminar a celebração do Natal. Por isso, na Inglaterra, foi promulgada uma lei no ano de 1644, que considerava o Natal apenas um dia de trabalho como outro qualquer. E mais, por um tempo, enquanto estavam na Inglaterra, era ilegal preparar sobremesas de Natal em dezembro.
Vemos também na história americana que os Puritanos, deliberadamente, trabalhavam no dia vinte e cinco de dezembro para demonstrar sua oposição às celebrações natalinas.
Até o apóstolo Paulo teve algo a dizer sobre as festividades daqueles dias:
"Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz e o que não faz caso do dia para o Senhor o não faz. O que come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e o que não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus."
-Romanos 14:5-6.
 
Em outras palavras, nenhum dia é mais especial que o outro. Mas se você optar por fazer um dia ou uma época, especial, tire o máximo proveito para a glória de Deus.
Então, quando você faz de algum dia um dia especial, dê-lhe um sentido redentivo. Você quer enfeitar uma árvore de Natal? Então pergunte a si mesmo: Como posso fazer para que reflita a mensagem de Natal?
 
Muitos acreditam que Martinho Lutero, o pai da Reforma, foi o primeiro a conceber a idéia de usar luzes na árvore de Natal para indicar o nascimento da Luz do mundo. Ele usou algo que teve um começo pagão e deu-lhe um propósito redentivo.
 
A questão não é se celebramos o Natal ou não, mas como nós celebramos e por que celebramos!
Agora, se você optar por não celebrar algo porque tem conotações ou origens mundanas, é melhor não estudar "História da Civilização".
Dentro de algumas semanas, nem sequer mencione o Ano Novo, ou escreva: Janeiro,(o mês). Ao fazê-lo, você estará associando sua agenda ao nome do deus romano que tinha duas faces - uma olhando para a frente, o ano novo, e outra para trás, olhando para o ano que passou.
Nem dirija um carro chamado Mazda, porque esse nome vem do deus conquistador dos persas.
Lembre-se também de eliminar o adesivo com a figura do peixe que está colado em seu carro. Este símbolo foi utilizado muito antes da Igreja ter adotado. Era um símbolo associado a vários deuses pagãos. Ao ser desenhado horizontalmente representava um peixe, mas ao desenhá-lo verticalmente representava o ventre de uma deusa.
 
Na China, a grande deusa Kwian-yin era representada pela figura de um peixe. No Egito, a deusa Ísis era conhecida como o grande peixe do abismo.
Na Grécia, a deusa Afrodite era adorada às sextas-feiras, e os seus prosélitos comiam peixe em sua homenagem.
Portanto, aqui temos um outro problema, não coma peixe às sextas-feiras, porque os adoradores de Afrodite faziam isso em sua honra.
Na verdade, nem mesmo use o nome 'Sexta-feira' (viernes, em espanhol), porque é uma transliteração do nome de uma outra deusa chamada "Vênus."
 
Os cristãos primitivos emprestaram esse símbolo do peixe e deram-lhe outro significado. Também o utilizaram para marcar os seus locais de reunião; e como o símbolo era muito comum, ninguém percebia.
 
A questão é, se você não quiser ter qualquer associação com ícones ou símbolos de práticas pagãs, você terá que viver em uma caverna. Mas aí há outro problema; viver em uma caverna para fugir do mal também tem origem pagã.
 
Imagine então que você está dirigindo um Mazda, é sexta-feira e você está no mercado comprando peixe. Aí sim, você está em apuros! Se olharmos para isso, estamos deixando de lado o mais importante: o por quê comemorar e o que os símbolos significam para nós, como crentes, é o que deve nos distinguir como cristãos.
 
Creio que o Natal é uma fantástica oportunidade para exaltar a Cristo em nossa comunidade e minha recomendação é que aproveitemos esta oportunidade ao máximo.
 
Neste Natal, haverá centenas de pessoas reunidas em diferentes igrejas, que não as veremos mais, pelo menos até a Páscoa. Devemos aproveitar o que para eles é simplesmente uma celebração a mais. Eles vêm para nos ver, para ver o que fazemos; querem saber se o Natal é algo mais que um símbolo.
Temos que nos certificar que a música é a adequada e que a mensagem é clara, para que saibam porque celebramos o que celebramos e, para que eles possam celebrar também. Temos que ter certeza de separar o mito da mensagem.
 
Na verdade, existem muitos mitos, mesmo dentro da igreja, sobre a história do Natal. A igreja tem perdido muitíssimo porque a mensagem têm se diluído, têm sido banalizada. A história do Natal é realmente uma cena brutal, solitária, desesperada, em circunstâncias de grande impacto emocional para o leitor. A história começa com intriga e termina com um assassinato.
 
A Chegada dos Magos
 
"E, tendo nascido Jesus em Belém de Judéia, no tempo do rei Herodes, eis que uns magos vieram do oriente a Jerusalém, Dizendo: Onde está aquele que é nascido rei dos judeus? porque vimos a sua estrela no oriente, e viemos a adorá-lo. E o rei Herodes, ouvindo isto, perturbou-se, e toda Jerusalém com ele." - Mateus 2:1-3
 
Eu não sei como você imagina os magos, mas não se tratava de três homens velhinhos carregando caixas com presentes, tratava-se de homens que vieram para ungir o rei.
Dentre todas as perguntas que poderiam fazer para Herodes e os judeus ficarem com raiva, eles escolheram a apropriada: "Onde está o rei dos judeus que é nascido?"
Eles não disseram que ele iria nascer um dia, mas que ele já havia nascido. É como se proclamassem: "Já aconteceu, e não há nada que possam fazer sobre isso!" E logo acrescentam o seguinte título ao recém-nascido: "Rei dos judeus ".
Deixe-me fazer uma pausa por um momento e dirigir-me aos bastidores a fim de enfocar Herodes.
 
O Temor de Herodes
 
Se pudéssemos entrar na cena e nos concentrarmos em Herodes, provavelmente veríamos como seu rosto ficou vermelho, depois de ter mordido a língua, para não dizer o que queria dizer. Estamos falando de Herodes, o Grande. Ele foi nomeado por seu pai para governar a Galiléia. Seu pai tinha sido nomeado por Júlio César para governar a Judéia. Todos sabiam que ele era o rei.
 
Agora, Herodes, neste ponto, já tem cerca de setenta anos e tornou-se muito zeloso de seu poder e seu trono.
 
Uma das dez esposas de Herodes, Mariana, tinha um irmão, Aristóbulo, que era o sumo sacerdote judeu. Herodes ficou tão atemorizado com a popularidade de Aristóbulo, que o afogou e depois fez um funeral requintado no qual se mostrou muito sentido. Depois Herodes matou Mariana e sua mãe.
 
Em seus dois últimos anos de vida, a paranóia de Herodes se tornou tão grande que ele matou dois de seus filhos mais velhos. Cinco dias antes de sua morte, mandou matar mais um de seus filhos, determinando assim que não teria nenhum rival para o seu trono. Flávio Josefo, o historiador judeu do primeiro século, escreveu o seguinte sobre Herodes:
 
Ele não permitia os cidadãos se reunirem, caminharem ou comerem juntos, mas ele observava tudo que faziam e os exortava à trabalhar. Ele tinha espiões por toda parte. Às vezes, se vestia como um cidadão comum e andava no meio da multidão, perguntando o que eles pensavam sobre Herodes e seu governo. Se respondiam com críticas, eram severamente punidos ou levados para a fortaleza de Hicrania e ali, aberta ou secretamente, eram executados.
 
Uma das últimas coisas que Herodes fez antes de sua morte, foi prender muitos judeus importantes, pessoas ilustres, sob falsas acusações. Ele deu ordens para que esses homens e mulheres fossem executados no exato instante em que ele morresse, para se certificar que haveria luto em Jerusalém. Ainda que não estivessem chorando por ele, os dias seguintes a sua morte seriam de pranto e choro.
Este homem era um assassino a sangue frio, vaidoso, corrupto e paranóico.
 
E eu gostaria que você soubesse algo mais sobre Herodes. Como uma pessoa de alta posição, tendo conquistado o respeito do imperador romano, o Senado romano deu-lhe o que ele desejava e o nomeou: "Rei dos Judeus". Ele era o rei dos judeus. Esse era o seu título e o seu trono!
 
Agora, foi durante estes últimos dois anos, quando Herodes mandava matar qualquer um que pudesse ser uma ameaça, que um grupo de dignitários babilônios aparecem e perguntam onde podem encontrar o recém nascido, o "Rei dos Judeus".
Com razão Mateus diz que Herodes ficou perturbado. Essa palavra "perturbado" nos dá a idéia de alguém que está visivelmente abalado.
 
Herodes está pensando: "Alguém tem a audácia de querer tomar o meu trono, e meu título."
Nosso mundo está cheio de "Herodes". Não são pessoas que saem por aí matando gente por todo o lado, mas, declararam sim o seu direito a serem reis. Eles, sozinhos, querem ocupar o trono de suas vidas e seus corações.
 
Ninguém tem o direito de interferir em suas carreiras, posição, poder, planos, ambição e estilo de vida. Não estão dispostos a permitir que ninguém mais seja o rei de suas vidas.
Diga para alguém que Jesus merece ser seu Senhor e Rei, e veja como eles reagem. Diga-lhes que eles devem se curvar e se entregar ao reinado de Cristo e veja como eles ficam vermelhos de raiva e mordem a língua para não falar e dizer o que pensam. Até dizem, em certas ocasiões: "Eu não preciso que me salvem ... somente eu sou o rei ... Eu sou o dono do meu destino!"
 
Agora, não me entenda mal, para muitas pessoas, não há nenhum problema em falar de Cristo, e ouvir algumas canções de Natal uma vez por ano, se O deixarmos no presépio ou na cruz. O mundo religioso gosta de deixá-lo ali também. Eles O preferem, ou no seu nascimento ou em sua morte, nada mais.
Mas não fale sobre o Senhor soberano que ascendeu ao céu. Não fale sobre entregar prioridades, planos, moralidade e estilo de vida.
 
Nessa época de festas o mundo mais uma vez vai dizer: "Cristo é bom para mim durante o Natal, mas prefiro não tê-lo na minha festa de ano novo."
Da mesma forma, Herodes descobriu seu pior pesadelo. Outra pessoa reivindica o título de "Rei dos Judeus".
Agora, não são pessoas comuns que lhe dão a notícia. Observe que Mateus 2:1 diz: "... eis que uns magos vieram do oriente à Jerusalém ..."
 
"Mago" vem do grego 'magoi'. De onde vem a palavra "mágico" e "magistrado".
Este versículo nos diz que esses homens vieram do oriente. A tradução literal diz que vinham de onde nasce o sol. Eles eram do reino dos medos e persas.
 
Heródoto, o historiador grego, nos diz que estes homens vinham de uma classe social específica. Eles eram altamente treinados e estudados nas artes e nas ciências. Eram sumos sacerdotes, acadêmicos e políticos, tudo ao mesmo tempo. Tudo em um.
Eram os líderes da região persa, que ainda estava em seu esplendor quando o Senhor Jesus nasceu. A religião se chamava zoroastrismo. O principal elemento de sua adoração era o fogo, que mantinham vivo. Eles acreditavam que o fogo foi dado dos céus e praticavam o sacrifício de animais. Eles acreditavam somente em um deus, cujo nome era Mazda.
 
Os historiadores também dizem que nenhum persa podia chegar a ser rei se não dominasse as disciplinas religiosas e científicas dos Magos. Só então, era aceito como herdeiro do trono e coroado pelos Magos.
 
Os magos eram conhecidos como os "fazedores de reis", e Herodes sabia disso. Toda Jerusalém sabia disso, e eles também estavam conturbados, ainda que por outras razões.
Mateus, aliás, não nos diz quantos magos vieram a Jerusalém. A tradição nos diz que eram doze, mas depois, esse número foi reduzido a três. (Isso se deve, provavelmente, porque é difícil colocar doze magos no pequeno cartão de Natal.)
 
Durante a Idade Média, a quantidade de magos foi reduzida. Isso se deu porque os mitos e as tradições ganhavam mais força. A Igreja alegou que os três magos se chamavam Melchior, Gaspar e Baltazar. Eles representavam os três filhos de Noé. Supostamente, seus crânios foram preservados milagrosamente e descobertos pelo Arcebispo de Colônia, no século XII. A grande catedral de Colônia ainda exibe esses crânios em uma vitrine cheia de jóias.
 
Mas a pergunta permanece: Por que esses magos cruzaram metade de um continente, em uma viagem que levaria pelo menos um ano? O que os fez supor que, ao chegar a Jerusalém, automaticamente as pessoas saberiam onde vivia o Messias? E ainda por cima, porque os Magos estavam interessados em um Messias judeu?
 
Para responder a essas perguntas, nós temos que viajar vários séculos atrás, a um tempo quando os judeus foram levados cativos pelo reino do leste - Babilônia.
 
Entre os judeus cativos haviam vários jovens que foram entregues aos magos para serem treinados na universidade. Você conhece quatro deles - Daniel, Sadraque, Mesaque e Abednego.
Daniel, em particular, teve um grande efeito sobre o rei Nabucodonosor, o rei promoveu Daniel e o colocou como líder de todos os magos do reino da Babilônia (Daniel 2:48). Daniel era tão respeitado e poderoso que, quando Dario, o rei persa, conquistou Babilônia, Daniel continuou na liderança.
 
Você deve se lembrar que os outros políticos persas planejaram uma estratégia para que Daniel fosse jogado aos leões; os magos não tiveram participação nesse plano. Esses políticos passaram a ter um tremendo respeito por Daniel.
Foram setenta anos de influência piedosa, através da vida e ensinamento de Daniel, que trouxeram, não apenas a dois reis a fé do Deus de Daniel, mas também aos magos.
 
Mas como os magos, centenas de anos depois de Daniel, foram guiados por uma estrela para conhecer o Messias? O que significa que viram a estrela no Oriente e vieram adorar-lhe?
Primeiro, estes magos que viajaram para Jerusalém eram crentes. Eles estavam prontos para adorar o Salvador. Eles creram na Escritura. Eles sabiam que o Messias havia nascido.
 
Aqui estão, descendentes daqueles que se converteram com Daniel, guiados a começar uma viagem que levaria mais de um ano para ser concluída. Sem dúvida, viajaram em uma grande caravana com servos para cozinhar e cuidar dos animais nesta longa jornada. Também havia uma boa quantidade de soldados com eles, para protegê-los ao passar por diferentes reinos. Os soldados também protegeriam esses presentes caros que estes magos levavam.
 
Por isso apague essa imagem que você tem em sua mente. Estes homens eram autoridades persas, reconhecidos por seu poder e privilégios. Eles também eram parte de uma geração de crentes que começou com Daniel e seus homens sábios.
 
Agora, ainda há dúvidas, por que uma estrela para guiá-los? Como associaram o significado da estrela com o Messias?
Daniel, é claro, tinha a sua disposição a Torah, a lei de Moisés. É provável que ele, juntamente com outros judeus religiosos, tenham ensinado sobre a vinda do Messias. Consigo imaginar Daniel explicando as palavras de Moisés aos seus amigos magos.
"Fala aquele que ouviu as palavras de Deus, e o que sabe a ciência do Altíssimo; o que viu a visão do Todo-Poderoso, que cai, e se lhe abrem os olhos. Vê-lo-ei, mas não agora, contemplá-lo-ei, mas não de perto; uma ESTRELA procederá de Jacó e um cetro subirá de Israel ... " Números 24:16-17.
 
Nesta passagem do Antigo Testamento, o Messias é chamado "a estrela."
Talvez Daniel ensinou-lhes a profecia de Isaías.
"Levanta-te, resplandece, porque vem a tua luz, e a glória do Senhor vai nascendo sobre ti; Porque eis que as trevas cobriram a terra, e a escuridão os povos; mas sobre ti o Senhor virá surgindo, e a sua glória se verá sobre ti. E os gentios caminharão à tua luz, e os reis ao resplendor que te nasceu. 
 
Esta é a mesma expressão; a mesma idéia de uma estrela brilhando em seu resplendor. Devemos entender que os magos não viram uma estrela a mais. Não foi uma espécie de meteoro, um cometa ou um asteróide. Este era um sinal messiânico. Apesar de parecer uma estrela, o que os magos viram realmente foi a luz da presença de Deus, a Sua glória.
A palavra grega para "estrela" (Aster) pode ser entendida como "brilho". Esta foi a luz que guiou o povo de Israel em sua jornada através do deserto (Êxodo 13:21).
Esta foi a luz que fez o rosto de Moisés resplandecer, após seu encontro com Deus (Êxodo 34:30).
Esta foi a luz de Cristo ressuscitado, que derrubou no chão Saulo de Tarso na estrada de Damasco, e deixou-o cego (Atos 9:3).
 
Esta foi a visão que o apóstolo João viu, e, em seguida, descreveu como a luz do rosto de Cristo brilhando como o sol (Apocalipse 1:16).
Se trata da mesma luz que apareceu a esses magos persas para guiá-los.
Como explicar seu aparente desaparecimento quando eles chegaram em Jerusalém? Como explicar que de repente apareceu novamente quando eles deixaram o palácio de Herodes? Como explicar que esta luz estava exatamente sobre a casa onde o menino se encontrava?
Há apenas uma maneira de explicar isso. Os magos estavam sendo guiados pela luz da glória de Deus, por seu resplendor. E, aparentemente, eles foram os únicos que viram.
 
Isso me leva a perguntar: por que Deus fez tudo isso para esses magos do oriente? O que há de importante em persas levarem presentes para Jesus?
 
A Apatia dos Líderes Judeus
 
Concordo com um autor que sugeriu que isto revelava que o nascimento de Jesus teve um impacto e influência global. Também demonstrou que o Messias veio a Israel como um dom de Deus a todas as nações, e não apenas para os judeus.
Infelizmente, também demonstrou que os judeus não estavam interessados no nascimento, mas os gentios estariam.
 
Os líderes judeus que disseram a Herodes onde o Messias nasceria, nem mesmo se incomodaram em andar os sete quilômetros de Jerusalém para vê-lo; contudo, um grupo de gentios atravessaram todo um continente.
 
Você percebeu que alguns dos líderes religiosos judeus haviam memorizado a profecia de Miquéias? Eles sabiam que o Messias nasceria em Belém. Alguém poderia pensar que alguns deles iriam correndo para vê-lo! Eles conheciam as escrituras, mas não reconheceram o Salvador.
Os magos, por outro lado, vieram de longe. A Pérsia se localizava onde está agora o Irã. Eles tiveram de atravessar o Irã, Iraque e, finalmente, chegaram na Palestina. É uma viagem de centenas e centenas de quilômetros de distância que levaria meses. Os preparativos para a viagem devem ter levado semanas, talvez meses.
Portanto, tenha em mente que, quando chegaram a Belém, não chegaram diretamente ao presépio.
"E entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe ..." (Mateus 2:11).
Eles não chegaram no estábulo, o texto diz que entraram em uma casa. Ali viram o menino. Observe que não diz bebê. Quando os magos chegaram, Jesus tinha entre um e dois anos de idade.
 
A adoração de Cristo Jesus
 
"E entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe e, prostrando-se O adoraram" (Mateus 2:11).
A expressão diz que os magos "se prostaram", isso significa que se ajoelharam e colocoram a cabeça no chão e, em seguida, segundo o costume oriental da época, beijaram seus pés e o chão.
Você pode imaginar? O menino Jesus, agarrando-se à sua mãe, recebendo adoração por parte de estabelecedores de reis de um império gentio, e depois recebendo presentes: ouro, incenso e mirra.
O ouro era um presente para um rei. Eles trouxeram ouro para o herdeiro do trono de Davi.
Incenso é usado pelos sacerdotes no Velho Testamento como parte de seu serviço sacerdotal.
Eles deram incenso para o Sumo Sacerdote que intercede em nosso favor.
A mirra é um perfume doce que vem de uma pequena árvore espinhosa. A seiva desta árvore se misturava com vinho para fazer um narcótico. Isso seria oferecido a Cristo na cruz, coisa que ele rejeitou. Era uma substância comum usada para embalsamar corpos sem vida.
Deram mirra Aquele que levaria uma coroa de espinhos, sofreria na cruz, e seria envolto por ela na tumba.
Deram-lhe três presentes: ouro para o nosso Rei dos Reis; incenso para nosso Sumo-sacerdote; mirra para nosso Salvador sofredor, que iria redimir a humanidade, dentre cada nação do planeta.
 
A resposta adequada à Cristo
 
Nestes poucos versículos, vemos três respostas do mundo à mensagem de Natal. Desde o primeiro século até o século vinte e um, as culturas mudaram, mas a reação da humanidade não.
 
Nós vimos a reação furiosa de Herodes, a apatia por parte dos líderes judeus, e adoração por aqueles que o adoram como seu Messias.
Se olharmos à nossa volta nesta época de Natal, vamos descobrir as mesmas reações. Existem aqueles que O odeiam, aqueles que O ignoram, e aqueles que caem de joelhos e O adoram como o Cristo, o Senhor.
 
Qual é a sua reação para com Aquele que desceu do céu? O que você fará de Jesus neste Natal?
 
 

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